Fábulas

A AJUDA

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Certa vez, na estrada que levava a Jericó, dois homens caminhavam diligentes, para concluírem negócios importantes na feira que lá se realizava. Um, tão apressado estava, que, a certa altura do caminho, encontrando um homem caído, implorando ajuda, disse-lhe:


- Deus te proverá, homem, mas eu tenho pressa e preciso seguir! - e assim passou, deixando-o estirado, contorcendo-se em dores.
Logo mais se aproximou o outro, também apressado, pois o aguardavam e a hora era chegada. Ao deparar-se com aquele homem estendido, clamando por socorro, parou e ouviu o seu relato. Ele disse que fora assaltado, e, para tal, haviam-no ferido, deixando-o estirado, levando tudo o que trazia consigo.
O segundo homem condoeu-se daquele infeliz, socorreu-o como pôde ali mesmo, e foi até à primeira estalagem da estrada, buscar um animal para levá-lo.
Com isso, muito tempo gastou. Deixando-o na estalagem, recomendou, lhe providenciassem tudo o de que necessitasse, dizendo que, no seu regresso, saldaria os débitos feitos e partiu.
Pensou até que nada mais adiantaria, pois a hora combinada já estava muito longe. Caminhando rápido, pensava: - Talvez, nem devesse mais ir! Atrasei-me demais e o negócio já deve estar perdido! Mas como deixar aquele pobre homem em sofrimento, sem socorrê-lo? Era impossível, não partiria tranqüilo e os seus gemidos e a sua fisionomia de dor, talvez permanecessem em mim, pelo resto da minha vida. Não tem importância se perder o negócio, trago o coração feliz por tê-lo socorrido!
Assim pensando e caminhando rápido, chegou ao ponto combinado e não encontrou ninguém! - Era o esperado! - pensou - Ele não ficaria até agora para me aguardar.
Olhou para todos os lados e resolveu retirar-se.
Procuraria um local onde pudesse descansar um pouco, tomar algum alimento e retornaria. Contudo, quando dava os primeiros passos, eis que alguém, vindo quase correndo, gritava-lhe que o esperasse.
Ele voltou-se e viu aproximar-se aquele com o qual tinha negócios rendosos a realizar, de interesse de ambos. Parou novamente e aguardou, até que ele, ofegante, chegou dizendo:
- Obrigado por ter me esperado tanto, não pensava encontrá-lo mais! Tive um problema em casa, que não me permitiu sair antes, mas tenho a felicidade de vê-lo ainda aqui!
O outro contou-lhe também o ocorrido, e eles compreenderam que assim se passara, pois a ajuda proporcionada ao homem caído na estrada, era o mais importante, e, talvez, os problemas havidos em seu lar, impedindo-o de sair à hora combinada, fora o auxílio de Deus, para que nem um nem outro ficasse prejudicado.
Vejam a sabedoria da conclusão a que chegaram!
Nunca devemos deixar de prestar um auxílio, alegando compromissos e falta de tempo. Deus, muitas vezes, nos coloca no caminho de necessitados, para provar a nossa capacidade de ajudá-los e o desprendimento de nós mesmos, de nossas próprias obrigações e horários.
Deus provê sempre aqueles que auxiliam o próximo, pois, ajudando-o, é a Ele que o fazemos. Deus, como reconhece todo o auxílio que prestamos aos nossos semelhantes, seus filhos e nossos irmãos, sabe nos compensar de alguma forma.
Nunca examinem os prejuízos advindos de qualquer ajuda que possam proporcionar! Mais além, a recompensa será muito grande, se não em recursos materiais, mas o verdadeiro reconhecimento de Deus para o que temos de mais verdadeiro e imortal - o Espírito!


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Deus pode agir na tua vida CREIA !

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