segunda-feira, 13 de agosto de 2012

O PAI QUE ACOLHE O FILHO COM AMOR



“O pai, porém, disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés; trazei também e matai o novilho cevado. Comamos e regozijemo-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. E começaram a regozijar-se.” Lucas 15:22-24
 
A parábola do filho pródigo tem, com muita freqüênci
a, sido utilizada para mostrar a rebeldia de um filho que deliberadamente resolve abandonar o seu pai e a sua casa para se aventurar em uma nova cidade e num estilo de vida absolutamente diferente daquele que fora ensinado pelo pai.
Embora o texto nos permita refletir sobre a reprovável conduta de um filho esbanjador que desprezou sólidos valores e a própria companhia paterna, a ênfase e o foco principal do texto está no imutável caráter e no incomparável amor de um pai que acolhe o filho que o havia abandonado.  
Jesus contou essa parábola juntamente com a parábola da ovelha perdida e a parábola da dracma perdida, como resposta às murmurações dos fariseus e escribas que questionavam o fato de Jesus receber pecadores e publicanos e ainda se assentar à mesa com eles. Na mente daquela gente, aquelas pessoas não deveriam estar ali, somente os bons poderiam desfrutar daquele privilégio. Eles, na verdade, precisavam urgentemente conhecer um pouco mais acerca de si mesmos, uma vez que não eram melhores do que aqueles a quem estavam julgando, como precisavam, também, conhecer um pouco mais acerca de Deus e da forma como age em relação aos homens pecadores.
Deus é apresentado como um pai que ama intensamente aos seus filhos. Sim, num amor que se manifesta através do perdão. Perdão que “zera a conta”, que esquece a ofensa sofrida e que restaura a comunhão devolvendo a dignidade àquele que a desperdiçara de forma tão vil e repugnante.
Ali, não houve humilhação e nem gradação para o restabelecimento daquele filho, tudo lhe fora restituído: roupa, sandália e anel, afinal, aquele era um pai que zelava pela sua própria reputação, jamais permitiria que um filho seu fosse tratado como “qualquer um”.
Isso nos ensina que o Deus a quem servimos é o nosso Pai Eterno, aquele que nos recebe de volta perdoando os nossos pecados, tratando-nos com toda dignidade e restaurando a nossa condição de filho. Haverá sempre uma grande festa nos céus e uma esfuziante alegria no coração do Pai quando um filho, arrependido, volta para casa. Não importa a gravidade da ofensa, o amor do Pai será sempre maior. Afirma as Escrituras que “onde abundou o pecado, superabundou a graça” (Rom. 5:20).


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