sábado, 22 de setembro de 2012

JESUS ACOLHE O PECADOR

“Então, lhe ofereceu Levi um grande banquete em sua casa, e numerosos publicanos e outros estavam com ele à mesa. Os fariseus e seus escribas murmuravam contra os discípulos de Jesus, perguntando: Porque comeis e bebeis com os publicanos e pecadores? Respondeu-lhes Jesus: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes. Não vim chamar justos, e sim pecadores ao arrependime
nto.” Lucas 5:29-32



Uma das maiores necessidades da igreja cristã em nossos dias é compreender o seu verdadeiro papel no mundo, perceber-se como agente propagador do evangelho e local de acolhimento espiritual e inclusão social. Ela, a igreja, deve, necessariamente, ser portadora da mensagem que possibilita ao pecador aproximar-se do seu Criador, recebendo dele o perdão, através da boa e calorosa acolhida por parte daqueles que fazem parte da família da fé.
Levi (Mateus), um coletor de impostos, um homem visto como inimigo do povo de Israel, depois de convocado pelo Senhor para segui-lo, resolve recebê-lo em sua casa, e, junto com os demais discípulos, partilhar de uma ceia especialmente preparada para aquele momento tão abençoado. Ali estavam também pessoas de reputação questionável, às quais foram pejorativamente rotuladas pelos religiosos fariseus de “pecadores”.
A murmuração contra os discípulos do Senhor é, por Ele, percebida. Diante de uma situação claramente marcada pela discriminação, rejeição e zombaria, Jesus levanta-se diante de todos e com profundo amor diz: “os sãos não precisam de médico, e sim os doentes. Não vim chamar justos, e sim pecadores ao arrependimento”.
Estas palavras não somente serviram para refutar aqueles opositores do evangelho, mas também para estabelecer uma insofismável verdade e lançar um pilar que deveria estar presente na construção da igreja cristã: a comunidade cristã deve ser marcada por um ambiente de aceitação, de acolhimento e de perdão. 
O Senhor acolhe pecadores não para compartilhar dos seus pecados ou dar legitimidade aos seus erros, mas para, amorosamente, conduzi-los ao arrependimento. Sim, arrependimento que seja sinônimo de mudança de mente, de sentimento, e, consequentemente, de conduta. 
Nós precisamos aprender algumas lições com esse episódio. A primeira é que devemos ser agentes de aproximação, nunca rejeitando quem quer que seja, por achá-lo indigno pecador. Independentemente do que tenha feito, a graça de Cristo sempre triunfará em sua vida, nada e nem ninguém poderá impedir ou retardar o agir de Deus.
A segunda lição é que devemos entender que é Deus quem julga aos homens, é Ele quem pesa as suas ofensas e iniqüidades, porque somente Ele pode oferecer o perdão. A nós só nos cabe o acolher o pecador entregando-lhe a mensagem de salvação.
Por fim, é mister que aprendamos que a mesa em que o Senhor está é sempre muito farta de amor, amor que abriga ao desprezado, amor que restaura o ferido, e, amor que perdoa o pecador. Nunca desprezemos aqueles a quem o Senhor quer alcançar.


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